Leishmaniose chegando em São Paulo

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Dados epidemiológicos mostram que a Leishmaniose, doença que se não tratada é fatal, vem se aproximando da capital de São Paulo. No interior paulista algumas cidades já registram a ocorrência da doença. Existem relatos de casos nas regiões de Presidente Prudente, Santo Anastácio, Santos, São José do Rio Preto, Jales e Sorocaba.

A Leishmaniose é uma doença causada pelas Leishmania (diversas espécies) e tem duas formas de apresentação a visceral e a tegumentar. Na forma visceral (acometimento de órgãos, com grande aumento do baço, perda intensa de peso, febre prolongada, aumento do volume do abdómen e palidez intensa), também chamada de Calazar, é a doença parasitária que  mais mata no mundo (1 óbito a cada 10 casos graves) e em paralelo uma das mais perigosas das doenças tropicais negligenciadas. O surgimento de casos em áreas até então sem ocorrência da doença, enfrenta uma primeira grande dificuldade que é a inexistência dos serviços de saúde treinados em fazer diagnóstico e orientar o tratamento. Além da forma visceral, a doença pode se  manifestar na forma tegumentar ou cutânea, com feridas e nódulos na pele de duração longa ou o acometimento da mucosa do nariz com destruição do septo nasal e conseqüente deformidade da face.

A transmissão da doença é feita pelo mosquito palha, inseto bem pequeno que no pouso fica com as asas para cima. O reservatório da doença são animais domésticos (principalmente o cão) ou silvestres como roedores e marsupiais.

O mosquito após picar o animal infectado, pica o homem e transmite a doença. O desmatamento é um dos fatores que aumenta  o risco de ocorrência da doença.

Fique atento, cuide do seu cão, e se for frequentar mata ou local próximo, use um protetor eficaz contra mosquitos.