A criança e a tecnologia

Compartilhe nas redes sociais:    Compartilhar  Twittar  Compartilhar  Compartilhar

Atenção para essa notícia que vem dos altos técnicos de informática (Vale do Silício EUA, Apple, Google e outros gigantes tecnológicos): seus filhos não usam computadores, tablets, quadros interativos, celulares e os demais prodígios tecnológicos.

 

Na escola mais importante do Vale do Silício, a Waldort Of Peninsula, as telas como parte do recurso pedagógico só entram a partir do que é nosso curso secundário.

"Se você faz um círculo perfeito com um computador, deixa de existir um ser humano tentando alcançar essa perfeição" - "O que desencadeia o aprendizado é a emoção e são os seres humanos que criam a emoção."

Enquanto muito se investe na introdução de informática e seus produtos no ensino, quem conhece em profundidades o assunto não deixa seus filhos fazerem uso dela. Pense nisso.

A Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra um relatório em que, países que investiram muito em computadores, registraram pouca melhora em seus resultados no ensino de leitura, matemática e ciências no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA). As habilidades como a de tomar decisões, desenvolver criatividade e ter capacidade de concentração são muito mais importantes do que bem manipular um computador, e estes inibem o desenvolvimento de habilidades. Os senhores da informática sabem que os ganhos em tecnologia são absolutamente transitórios e condicionam as pessoas que deles ficam dependentes. O tempo de uso de computadores e afins pelas crianças deve ser considerado para que eles não interfiram no crescimento e desenvolvimento.

 


A Academia Americana de Pediatria em 2016 orientou que:

1.   Crianças de até 2 anos não devem ter nenhum contato com telas.

2.   Crianças de 2 a 5 anos: máximo de 1 hora por dia de contato com as telas e com programas que levem a criatividades de atividades longe das telas.

3.   Crianças com mais de 6 anos: limitar o tempo pelo bom senso e sempre com programas de qualidade.

 


São ainda recomendações da AAP:

  •        Deixe claro para as crianças qual o tempo permitido para uso de telas.
  •        Promova diariamente atividades físicas para as crianças.
  •        Não tenha computador, TV, smartphone e tablets no quarto das crianças.
  •        Não deixe usar tela pelo menos uma hora antes de dormir.
  •        Não permitir o uso de TV e outros equipamentos enquanto sua criança está estudando ou fazendo as tarefas escolares.
  •        Converse sobre bullyng virtual com crianças.
  •        Crie momentos de atividades com telas em conjunto com toda família.

 

As orientações da AAP são interessantes, mas entendemos que o ideal é a criança não ter nenhum contato com telas até chegar no nível secundário, quando a base do desenvolvimento está completa. Informática e todos os seus derivados vieram para ficar e devem ajudar os serem humanos e não os escravizar como vem ocorrendo. Treine seu filho para isso.




-

Redigido por: Dr. Evandro Roberto Baldacci (Livre Docente USP - Coordenador Pedagógico FACIS)