Janeiro Roxo - Mês de conscientização de combate a Hanseníase

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A hanseníase é uma doença muito mais frequente do que se imagina e muito pouco conhecida em seus sinais/sintomas iniciais. Antigamente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, tendo sido identificada em 1873 pelo cientista Armauer Hansen. É uma das doenças mais antigas, com registro de casos há mais de 4000 anos, na China, Egito e Índia. A doença tem cura, mas se não tratada, pode deixar sequelas.

O Brasil é o segundo país no mundo com maior incidência de hanseníase, perdendo apenas para a Índia. Em 2016 eram 31.568 pessoas em tratamento e 24.162 casos novos. A falta de conhecimento de quais são os sinais/sintomas iniciais retardam a busca do médico para o diagnóstico e tratamento. Esse tempo perdido por não conhecer a doença pode ser crítico para a evolução. No primeiro dia deste janeiro de 2018 morreu no Mato Grosso um menino de 11 anos com uma forma grave de hanseníase que só foi suspeitada tardiamente.

Os sintomas que devem ser observados são manchas em qualquer local do corpo - de cor branca, avermelhada e vinhosa -, com alteração de sensibilidade na forma de dor ou menor sensação táctil.

É uma doença carregada de preconceitos ? era conhecida como lepra e seus portadores estigmatizados -, erroneamente relacionada com a pobreza, falta de higiene e ignorância, mas que pode acometer qualquer pessoa, independentemente do nível cultural e econômico.

O tratamento é muito eficaz, especialmente quanto mais precoce for feito o diagnóstico. Por isso, vale o alerta para que se conheça e se fique atento sobre essa doença, sem preconceitos. E à mínima suspeita, procure um médico.